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Recuperação turística de Angra
Em discurso na Alerj, João Pedro fala sobre a audiência pública realizada na última semana, em que tratou do tema
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Durante sessão plenária na Alerj, João Pedro pediu à palavra e falou, entre outros assuntos, sobre a audiência pública realizada na quinta-feira, dia 04 de fevereiro, na qual ele teve a oportunidade de sabatinar representantes do DNIT a respeito das obras da rodovia Rio-Santos e da recuperação turística de Angra dos Reis. "O Dnit apontou, depois da catástrofe acontecida em 1º de janeiro, na noite de réveillon, que obras emergenciais foram feitas e o responsável pelo órgão nos disse categoricamente que as dúvidas de turistas, daquelas pessoas que escolheram Angra dos Reis para passar o Carnaval, não tinham qualquer tipo de amparo. As obras, garantiu o Dnit, davam tranquilidade àquelas pessoas que querem, que escolheram Angra dos Reis. Na verdade, o parque hoteleiro da Costa Verde do nosso Estado está tendo grande desistência de reservas, o que nos causou preocupação", afirmou João Pedro.
Confira abaixo, na íntegra, o discurso de João Pedro:
"Primeiro quero dar conhecimento ao Plenário que temos hoje a primeira audiência pública da Comissão de Turismo desta Casa tratando de esclarecimentos por parte do Dnit acerca das condições da Rodovia Rio-Santos, que liga o Rio de Janeiro à Costa Verde, uma área importante para o desenvolvimento do turismo do nosso Estado. O Dnit apontou, depois da catástrofe acontecida em 1º de janeiro, na noite de réveillon, que obras emergenciais foram feitas e o responsável pelo órgão nos disse categoricamente que as dúvidas de turistas, daquelas pessoas que escolheram Angra dos Reis para passar o Carnaval, não tinham qualquer tipo de amparo. As obras, garantiu o Dnit, davam tranquilidade àquelas pessoas que querem, que escolheram Angra dos Reis. Na verdade, o parque hoteleiro da Costa Verde do nosso Estado está tendo grande desistência de reservas, o que nos causou preocupação. Falhou o Denit, falhou o Dner, de vir a publico para garantir condição de tráfego na rodovia, mesmo que com chuvas. Enfim, era importante essa audiência pública para dar garantia ao motorista que vai a Paraty, Angra dos Reis, Itaguaí e toda aquela região.
Falava na sessão de ontem acerca da Feira Internacional de Turismo realizada em Madri. Na verdade, é uma Feira das mais importantes e relevantes do turismo mundial. Volto a sublinhar a apresentação do grande e importante estande do Brasil. E perguntei pelo samba, pela música tradicional esperada pelo mundo todo, pelo Brasil.
Avizinha-se o Carnaval, o desfile das escolas de samba, e a Embratur disse, e isso escutei de várias autoridades do Ministério do Turismo: “Não, não podemos ter aqui samba, não podemos ter aqui qualquer tipo de manifestação porque isso estimula, lembra e associa ao turismo sexual.”
Estou socializando aqui essa minha preocupação. É inacreditável as autoridades de turismo do nosso país com esse tipo de vínculo. Sabem a importância que tem o Carnaval, que o maior espetáculo da Terra é o desfile das escolas de samba, tão procurado e desejado. Com quem você conversa que não quer participar, quer estar junto, quer conhecer esse espetáculo? Um atrativo turístico que é um diferencial que tem o Brasil, o Rio de Janeiro, tratado dessa maneira pelas autoridades do Ministério do Turismo. Onde é que nós estamos na medida em que se trata essa referência cultural desta maneira, querendo associar turismo sexual à questão do Carnaval? Pergunto-me: o que essas autoridades têm na cabeça para tratar o nosso Carnaval dessa maneira?
Fica essa minha reclamação, para usar um termo moderado, acerca da falta de consciência de política de turismo, sem falar na questão ambiental discutida largamente na Feira. Estabeleceu-se o patamar de redução de 20% do uso de energia do parque hoteleiro de toda a Europa, e o Brasil tratando de entregar folheto.
Por outro lado, a questão da tecnologia utilizada no turismo; também outra preocupação tratada. Mas, oportunamente, vou tratar de mostrar e divulgar as modernas práticas, não só da questão da energia, a preocupação com a sustentabilidade do planeta e também do uso da tecnologia tanto no turismo, tão importante. A preocupação de toda a Europa, todo o mundo, para o uso desses mecanismos para atrações turísticas.
É muito distante da nossa realidade, mas é preciso que essas autoridades, que estavam lá presentes e que não participaram sequer de uma reunião, não apresentaram um projeto, palestras, debates, não havia um representante do Governo brasileiro, um representante para falar um pouquinho sobre o Rio de Janeiro, sobre o Brasil, o potencial turístico, sobre a Copa do Mundo, sobre as Olimpíadas; não. O Brasil, infelizmente, participou da feira, uma das mais importantes feiras de turismo do mundo de maneira pífia.
Muito obrigado"
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