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Rio de Janeiro: capital da beleza
Por João Pedro Figueira
Em uma cidade como o Rio de Janeiro, conhecida mundialmente como a “capital” da beleza, a busca constante de homens e mulheres pela aparência perfeita faz com que o mercado de estética cresça cada vez mais. Para se ter uma idéia, atualmente, há 3.247 estabelecimentos de cabeleireiros funcionando no município do Rio. Nos últimos três anos, a quantidade de salões de cabeleireiros que abriram na cidade praticamente dobrou e a tendência é que continue em expansão. Segundo o Sindicato de Cabelereiros do município, o setor gera cerca de 80 mil empregos diretos na cidade.
Diante desta realidade, também aumentam as exigências dos clientes dos salões e a preocupação com os riscos que instrumentos e procedimentos utilizados podem acarretar à saúde da população. Às vezes, não temos consciência da gravidade da situação, mas uma simples pinça ou um alicate mal esterilizados podem provocar doenças como micoses, AIDS, hepatite B e C, entre outras, em alguns casos, levando até à morte. Além de intensificar as vistorias de rotina nestes estabelecimentos, a Prefeitura do Rio têm desenvolvido um trabalho educativo junto aos profissionais de salões, através de palestras, folhetos informativos e artigos publicados em veículos especializados, com o objetivo de mostrar ao segmento a importância do cumprimento das exigências higiênico-sanitárias e garantir a qualidade do serviço à população carioca.
O prefeito César Maia reforçou – com o decreto 23.915, publicado em 14 de janeiro deste ano - algumas normas e procedimentos exigidos pela Saúde Pública. A obrigatoriedade da esterilização em todos os instrumentos, de produtos com o devido registro do Ministério da Saúde, da manutenção do ambiente sempre limpo e da exposição dos roteiros dos procedimentos de esterelização, para consulta permanente dos usuários, são alguns dos cuidados que devem ser verificados pelos consumidores e lembrados pelos profissionais do setor.
Outra importante questão que temos debatido constantemente é a regularização dos salões. O termo de licença para o funcionamento de estabelecimento concedido pela Vigilância Sanitária Municipal é imprescindível, pois certifica ao público que o local cumpre todas as normas higiênico-santárias necessárias. Em uma palestra realizada ano passado, no auditório da Prefeitura do Rio, conseguimos reunir cerca de 300 profissionais do setor interessados em conhecer o trabalho da Vigilância e sugerir idéias novas para o órgão. Seis meses depois da palestra, o número de solicitações de licenças para salões aumentou em mais de 40%.
Particularmente, ficamos muito felizes com a maciça adesão da categoria que, pela primeira vez, esteve ao lado do poder público dialogando na busca de um objetivo comum a todos: qualidade! Nada mais saudável do que ver os excelentes resultados obtidos, mesmo sabendo que este é um trabalho realizado a longo prazo, necessitando, progressivamente, da conscientização dos profissionais de salões e da população que deve buscar conhecer as leis e reivindicá-las quando o estabelecimento não estiver em conformidade com as mesmas. Para isso, profissionais especializados estão sempre de portas abertas para ouvir reclamações e sugestões, como é de praxe da Prefeitura do Rio.
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